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  • Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência: descobertas diárias que desbravam o mundo

    Desde pequena Laura Carderari Fontana, de 18 anos, já demonstrava interesse pela robótica. Foi no colégio Jandyra, em Limeira, parceiro da VIAMAKER® Education, onde foram traçados os primeiros passos da pequena cientista, quando teve aula de robótica, aos 10 anos.

    No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro e estabelecido em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a aluna, uma professora e uma consultora da ONU Mulheres no Brasil comentam sobre a importância do crescente papel das mulheres na ciência.

    Laura afirma que foi com uma visita do professor e atual diretor pedagógico da VIAMAKER®, Marcos Pollo, ao colégio onde estudava que o seu interesse pela área se intensificou.

    “Para mim a robótica sempre foi uma coisa mágica. Na época, quando eu vi os robozinhos fiquei maluca”, contou Laura sobre o começo de sua participação nos torneios e festivais de robótica.

    Laura liderando equipe durante aula de robótica educacional. Foto: Arquivo Pessoal

    Durante o período como estudante, participou, além dos campeonatos, de olimpíadas de matemática, física e química.

    Segundo a aluna, essa aptidão pela área de humanas fez com que ela se sentisse desafiada a dar o seu melhor nas matérias em que tinha dificuldade.

    Atualmente, é mentora da equipe de robótica do colégio onde estudava e descobriu, durante uma palestra no torneio paulista de robótica da VIAMAKER® Education, sua verdadeira vocação.

    No meio, a aluna Laura no laboratório da escola. Foto: Arquivo Pessoal

    “Na palestra com o Clóvis de Barros Filho ele disse uma frase que me marcou muito, para cada um seguir a sua própria natureza. A minha natureza é estar aqui, em volta das crianças”, explicou a jovem.

    As aulas de robótica despertaram na menina a disposição por sua verdadeira vocação, que irá cursar pedagogia na Universidade Estadual Paulista (Unesp).

    Sobre a data, Laura é categórica: “Elas sempre estiveram lá [ciência], mas as pessoas não davam o devido valor.”

    ‘Pronta para ser cientista’

    Olívia é bióloga e professora de ciências. Foto: Arquivo Pessoal

    A bióloga e professora do colégio Nossa Senhora Auxiliadora, parceiro da VIAMAKER® em Ribeirão Preto, Olivia Gimenes Marne, é uma das propulsoras do ensino da ciência em sala de aula.

    A docente explica que as aulas de robótica mostraram excelentes construtoras, programadoras e líderes de equipe.

    Com isso, ela, em conjunto com a instituição de ensino, viram a oportunidade de incentivar a participação das alunas em um projeto de extensão da Universidade de São Paulo (USP) chamado “pronta para ser cientista”.

    “Embora pesquisas indiquem uma participação cada vez maior da mulher na pesquisa científica, menos de 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres, sendo que nos campos STEM correspondem a apenas 35% dos estudantes do mundo matriculados nessas áreas”, explicou Olivia.

    Para ela, conciliar a vida profissional com a familiar muitas vezes sujeita a mulher a optar por jornadas parciais de trabalho, implica em muitas situações que comprometem a produtividade no trabalho.

    Além da data, outros caminhos para incentivar a participação feminina na ciência, de acordo com a docente, começam na valorização das meninas na ciência durante a vida escolar.

    Outro ponto, segundo Olivia, é dispor de maior flexibilidade e condições justas de trabalho acadêmico para que as cientistas consigam conciliar a maternidade com o envolvimento em pesquisa científica.

    ONU: Um caminho de conquistas, mas em construção

    Maristella Iannuzzi é consultora da ONU no Brasil. Foto: Arquivo Pessoal

    Maristella Iannuzzi atua como consultora da ONU Mulheres no Brasil e sua trajetória profissional foi decisiva para que ocupasse o atual cargo. Formada em engenharia mecatrônica, costumava ser uma das cinco alunas mulheres de uma turma de 80 estudantes.

    No mercado de trabalho o cenário foi quase que o mesmo. Por isso, percebeu que as questões de gênero nas organizações, no âmbito da diversidade, precisavam ser discutidas e, de algum modo, reparadas.

    E esse reparo, segundo a consultora da ONU, deve começar logo nos primeiros anos de vida. “Isso tem que começar quando a criança é pequena. Por que não, em vez de dar uma boneca, dar um quebra-cabeça? Um game? Por que não estimular esse lado do raciocino lógico?”, enfatizou Maristella.   

    Ela afirma que, ano a ano, o cenário tem se mostrado positivo, com a conquista de espaço das mulheres nos mais variados ambientes e áreas de atuação.

    “Precisamos acelerar os passos para romper paradigmas. Investir no tema de verdade e sair do discurso. Essa data é, justamente, um retorno desses passos que estamos dando”, completou.

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