A educação passa por mudanças constantes, mas uma coisa permanece: a paixão dos estudantes pelas disciplinas que eles mais gostam ou têm maior facilidade. Essa aproximação afetiva pode ser potencializada quando o jovem é desafiado a promover mudanças reais e diretas em sua própria rotina de atividades educativas. Como? Tornando o estudante protagonista das ações de aprendizagem e convocando-o a criar a chave do seu próprio saber. Em uma aula de Robótica ASTROMAKER® o professor assume o papel de mediador: aquele que faz o intermédio no caminho e oferece tutoria especializada na trilha pedagógica formativa. Mas cabe a própria pessoa as escolhas e a definição do ritmo a seguir. O fundamental é a independência nessa jornada!

            “Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo, não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar, a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível seu próprio mundo, e isso é tudo.”

O Lobo da Estepe (Der Steppenwolf), Hermann Hesse.

Para engajar os jovens em uma metodologia ativa é preciso encantá-los. Mostrar sentido é o combustível dessa prática! “O que é que daquele conhecimento proposto existe no meu mundo?” Fazer entender a função real (na realidade dos jovens) de aprender algo é a chave para dinamizar uma aula. Ao invés de escutar e absorver coisas dos outros, estou eu mesmo preocupado em descobrir e entender um problema que também concerne a mim.

Desta forma, quando o estudante participa e acerta (avança no desafio), reforça sua própria autoestima e confiança, construindo subjetivamente sua trilha de autonomia e agregando valor ao conceito que tem de si. Nesta orquestra a qual nomeamos “aula”, a construção da música recai toda aos diversos instrumentistas, apresentando-se como um projeto em que o professor figura mais como um tutor, um maestro regendo a harmonia, do que como um solista que se apresenta para uma plateia muda.

            O professor e psicólogo Reuven Feuerstein (Romênia, 1921 – Israel, 2014), criador da teoria Experiência de Aprendizagem Mediada (EAM), abordagem utilizada no programa ASTROMAKER® acreditava que a inteligência não é estática ou inata, mas algo que pode – e deve – ser desenvolvida através dos estímulos corretos ao longo da vida. Explorar, criar e compartilhar ao invés de escutar, memorizar e repetir!  Se deixarmos de querer o tempo todo ensinar conhecimentos sofisticados e prontos, podemos estimular nossos estudantes com incitações curiosas que farão com que eles próprios busquem criar seu caminho para compreender aquele saber problematizado.

A escola que abraça a revolução tecnológica e promove uma formação para a autonomia pode recriar o seu próprio espaço, passando a se oferecer como um lugar para a experimentação científica do mundo, proporcionando experiências para além dos anos escolares e marcando vidas positivamente.

“Qualquer criança me desperta dois sentimentos: ternura pelo que ela é e respeito pelo que poderá vir a ser.”

Correspondências (Correspondance), Louis Pasteur

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